A FC Porto SAD alcançou a meta dos 50 milhões de euros (ME) pretendida no empréstimo obrigacionista lançado há duas semanas, tendo a procura bruta suplantado a oferta em quase 8,5 ME, informaram hoje os ‘dragões’.
De acordo com os resultados da operação financeira divulgados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a subscrição de obrigações correspondentes ao período entre 2025 e 2027 permitiu ao terceiro colocado da I Liga de futebol embolsar 23,9 ME, enquanto a troca de títulos antigos associados à emissão de 2022-2025 originou 26,1 ME.
No total, participaram 3.244 investidores - 1.899 na oferta de subscrição e 1.345 na de troca -, dos quais 229 investiram até 2.500 euros, 1.406 entre 2.505 e 5.000 euros, 592 de 5.005 a 10.000 euros e 876 entre 10.005 e 50.000 euros, sendo que 141 aplicaram mais de 50 mil euros.
Em 12 de março, o FC Porto divulgou a emissão de mais um empréstimo obrigacionista, estabelecendo um preço de subscrição por obrigação de cinco euros, um investimento mínimo de 2.500 euros, correspondente a 500 obrigações, e uma taxa de juro de 5,50%.
Nas ofertas públicas de trocas, cada obrigação associada à emissão de 2022-2025, cujo reembolso está agendado para 13 de abril, havia uma taxa de juro fixa de 5,25% ao ano.
A SAD responsável pela gestão do futebol profissional ‘azul e branco’ optou por elevar o montante global inicial do empréstimo obrigacionista de 30 para 50 ME na terça-feira, quando faltavam três dias para o final do período de subscrição destinado ao público em geral.
Os ‘dragões’ cumpriram o objetivo traçado, quase quatro meses depois de terem falhado a meta de angariar 30 ME junto de investidores de retalho, ao conseguirem apenas 21 ME.
Há duas semanas, o administrador financeiro da FC Porto SAD, José Pereira da Costa, tinha explicado que a nova emissão procurará refinanciar um empréstimo de 50 ME a três anos, que vence em abril, constituindo “um passo na construção do futuro” da sociedade.
“A concretização deste empréstimo obrigacionista vai permitir-nos continuar a pagar mais passivo e mais dívida financeira, sendo que o passivo ou a dívida associada aos direitos televisivos tem uma taxa de juro bastante elevada e bastante onerosa para o FC Porto, acima dos 10%. Trata-se, no fundo, de emitirmos dívida mais barata, a 5,5%, que nos vai permitir reembolsarmos dívida que está contratada a níveis bastante superiores e, com isso, contribuir para a continuação da recuperação financeira do FC Porto”, reconheceu.
Segundo o relatório e contas do primeiro semestre do atual exercício, a FC Porto SAD apresentava quatro empréstimos obrigacionistas em curso em 31 de dezembro do ano passado, com durações entre 2022 e 2025, 2023 e 2026, 2024 e 2027 ou 2024 e 2049.