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Artigo de Opinião

20/08/2024 08:00

Quando em 1974 se iniciou de facto a luta autonomista, após utopias sem resultados, os Princípios eram muito claros:

1. Primado da Pessoa Humana e Protecção da Instituição Família.

2. Democracia Política, Económica, Social e Cultural para todo o Portugal.

3. Autonomia Política progressiva, no seio da República Portuguesa, mas não aceitando o “Estado unitário”.

4. Integração europeia.

5. O Trabalho como meio essencial de Dignificação da Pessoa Humana, estando Capital e Natureza ao Seu serviço, através de um Estado Social apontado:

a. à justa distribuição da riqueza, através de salários progressivamente melhorados.

b. ao respeito pela propriedade e pela livre iniciativa, num critério de satisfação do Bem Comum;

c. a Incentivos ao Investimento, à Produtividade, ao Conhecimento, ao desenvolvimento da Investigação científica e à Inovação.

Só militando esta Autonomia será possível o sonho concretizável de uma “Singapura no Atlântico”. E não uma “Sicília no Atlântico “.

Ora, os tempos correram como sabem e vêem...

Felizmente, chegámos a uma fase em que a escolha já não é entre a Democracia e o totalitarismo. Todas as pessoas (ou quase todas...) estão inteiradas.

Também se tudo correr civilizadamente com Lisboa, não se põe qualquer das duas alternativas à Autonomia Política: independência ou integracionismo.

Na decadência pequeno-burguêsa dos dias de hoje, em que até o intervalo na crise política manifesta uma revivescência da “Madeira Velha”, no entanto a questão nem sequer é a de ter de escolher na confusão destes partidos agora cansados, rotineiros, medíocres, envelhecidos, completamente desajustados deste mundo cada vez mais globalizado que vem aí, impreparados para as NOVAS LUTAS necessárias.

A Madeira 2024 chegou a uma bifurcação.

Tem duas opções.

A escolhida marcará e será responsável pelo futuro do Povo Madeirense, por muito tempo.

OU:

A Madeira vai ao rumo do Desenvolvimento Integral (económico, social, cultural e ambiental), em que as despesas públicas correntes são exigentemente só as necessárias. Em que SÓ há subsídios às pessoas que comprovadamente, através de novos meios de prova a institucionalizar, de facto não possam trabalhar. Em que TODOS são obrigados a cumprir os seus Deveres para com os restantes Cidadãos, quer no domínio das declarações fiscais, quer no pagamento da utilização dos bens públicos e dos serviços públicos que desfrutam.

Assim, é possível uma maior disponibilidade de verbas para MAIS INVESTIMENTO e MODERNIZAÇÃO do nosso território. Logo, criação de mais Emprego, sobretudo o Qualificado que traz e fixa, no arquipélago, os nossos melhores Quadros.

E propicia um maior investimento também em Inovação, Investigação científica, Novas Tecnologias e nas Telecomunicações, estas imprescindíveis à nossa sobrevivência de insularizados. Tudo isto alavancado, em particular, pela nossa Universidade.

Como traz maior investimento público em Habitação, de maneira a que uma constante oferta trave ou impeça a especulação imobiliária nas vendas e nos alugueres.

OU:

Distraídos sob uma intensidade de Propaganda situacionista sem precedente na Democracia madeirense, vamos distribuindo “subsídios” e praticando uma loucura fantasista e autodeslumbrada de despesas que fazem falta ao Investimento.

Vamos consentindo que nem sequer se pague as rendas sociais, a água e a luz devidas aos cofres públicos do Povo Madeirense, o qual, POR ENQUANTO, OU RECEOSO, lá vai suportando.

Deixando-se que nem sequer se aproveitem, no seu todo, as quantidades de alimentos gratuitamente distribuídos, nunca monitorizados (porquê?...), um desperdício caricato e trágico de tão original “moeda de troca” eleitoral.

Vamos pactuando com a fraude divulgada de um tal “limiar da pobreza”, desmentido pelo parque automóvel, pelas viagens, pelas farras musicais e gastronómicas, etc., de que aliás todos gostamos.

Disfarça-se o não trabalhar, com “cursos de formação”, onde não há assiduidade dos “formandos”.

Subsidia-se e aguenta-se empresas que não são viáveis, mas que, até contrariando legislação europeia da concorrência a que felizmente Portugal está amarrado, lesa a sobrevivência, o Emprego, a rentabilidade das boas Empresas que temos, e até melhores receitas fiscais que estas podiam propiciar.

Uma Economia subsidiada não é promissora.

Importa-se mão-de-obra para acudir ao disparate. A qual embora contribua para a Segurança Social (espero!...) não compensa despesa pública com os que podem, mas não querem trabalhar.

Pior. Tal importação de mão-de-obra, e legitimamente das respectivas Famílias, AGRAVAM a despesa e a qualidade dos Serviços Públicos a que indiscutivelmente têm o mesmo Direito que nós. Bem como acentuam a pressão inflacionista, nos mesmos termos dos que não querem produzir, mas beneficiam de “borlas” e de dinheiro para consumo.

Tudo isto principalmente suportado pela Classe Média, ao que parece conformada ou receosa!...

O turismo vive um sucesso generalizado à escala mundial.

Mas, cá, vamos num sentido de massificação indesejada. Logo, também mais pressão inflacionista, dado o perfil do novo forasteiro, e desorganização da Qualidade de Vida existente, como do próprio território. Os “prémios” custam dinheiro, directa ou indirectamente. É discutível subsidiar “operações” que trazem este género de turismo.

E veja-se! Nesta “nova cultura” em que vivemos, estão famílias impunes, quando, em casa, se recusam a receber os seus idosos ou doentes após alta hospitalar, apesar de lhes ficarem com as pensões.

Mas é ver o exibicionismo a propósito da “causa animal”!...

Dizer isto, não é ser negativo, muito menos uma “conversa política”, que hoje até se tornou desinteressante.

É ser livre. É insistir em querer um futuro melhor para o Povo Madeirense.

Democraticamente, admito que possa ser eu a estar errado. Ou que, se calhar, não servia a opção Autonomista e Social-Democrata...

Mas têm de mo demonstrar. Num diálogo democrático e não com intrigas, conflitualidades provocadas para os medíocres sobreviverem, e soltando os cachorros de serviço, às minhas pernas indiferentes.

Ao me demonstrar, tenham presente que quando um sistema político alimenta a subsidiodependência das pessoas e das empresas, via “tachos”, dinheiro ou outras prendas, aqui começa, muito tenuemente, primeiro, o toque a finados pelas Liberdades Democráticas, pelo Desenvolvimento Integral, pela Qualidade de Vida.

Vejam a Venezuela.

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