João Pedro Vieira, antigo secretário-geral do PS na Madeira, afirmou que “o momento do PS Madeira é crítico. É, aliás, o mais grave de, pelo menos, os últimos 10 anos”.
O socialista madeirense recordou que “quando Emanuel Câmara deixou o cargo de Presidente do PS, em 2020, entregou o partido com 19 deputados regionais, 3 deputados na Assembleia da República, 1 eurodeputado e 4 câmaras municipais”. No entanto, “agora, o PS tem apenas 8 deputados regionais, 2 deputados nacionais e com a previsão de eleger apenas 1, 1 eurodeputado eleito no limite e 3 câmaras municipais, que ficaram em risco depois da pesadíssima derrota de 11-0 do último domingo, em que nem uma freguesia nos sobrou”. Acrescentou ainda que “o PS Madeira passou de principal partido da oposição para terceira força política regional. Pelo caminho, fizeram a JS Madeira desaparecer”.
“O momento do PS Madeira é muito grave - e nos momentos muito graves são poucos os Homens capazes de abraçar missões maiores que eles mesmos. Emanuel Câmara é um desses Homens, que se coloca agora, de novo, como fez sempre ao longo de mais de 30 anos, ao serviço de um bem maior: o PS”, defendeu João Pedro Vieira. “Estou certo de que fá-lo porque só alguém como ele seria capaz de voltar a convocar todos os socialistas da Madeira para um combate difícil, como fez em 2019 - mas desta vez para salvar o PS de um destino que parece fatal: o da completa irrelevância política regional. Já não é sobre o partido crescer; é sobre sobreviver”.
O antigo secretário-geral do PS Madeira considerou que “Emanuel Câmara é nem mais, nem menos do que o Presidente do PS Madeira com o melhor conjunto de resultados da nossa História - e, também por isso, o Homem certo para enfrentar a hora mais difícil do PS”. Lembrou que “como Presidente do PS, recebeu-o depois do pior resultado de sempre em eleições regionais, o de 2015, e entregou-o com o melhor de sempre, o de 2019”.
Sobre a candidatura de Emanuel Câmara, João Pedro Vieira afirmou que “é cabeça de lista do PS à Assembleia da República porque é o homem que liderou um sonho de que já pouco sobra: o do PS mudar a Madeira - como, todos juntos, os socialistas madeirenses, por pouco não fizemos em 2019”. Acrescentou que “fá-lo em nome do PS e fá-lo também em nome de uma Madeira diferente, pela qual lutou ao longo dos últimos mais de 30 anos: primeiro no Porto Moniz, depois na Madeira e, em breve, no país”.
“O momento do PS Madeira é crítico; o do país é muito sério. É muito sério e convoca todos os socialistas para um combate sem tréguas”, reforçou João Pedro Vieira. “Tive a honra, o orgulho e a sorte de servir o PS Madeira como Secretário-Geral nesse tempo em que se escreveu a página mais bonita da nossa História. Fi-lo lado a lado com Emanuel Câmara, a seu convite e contra muitas vozes. Agora, estamos de volta: para fazermos o ‘trabalho de formiguinha’ que ficou por fazer, num combate que não é de nenhum líder - é do PS, de todo o PS, pela Madeira e por Portugal”.
E concluiu: “Vamos à luta: para mostrarmos que é mesmo verdade que ‘quanto mais a luta aquece, mais força tem o PS’!”