Hugo Pacheco, da APRH (Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos), destacou hoje, nas Jornadas Insulares de Recursos Hídricos em Santa Cruz, a importância dos indicadores de desempenho na regulação e melhoria dos serviços de abastecimento de água.
O especialista abordou a necessidade de as entidades do setor adotarem ferramentas de monitorização como os Key Performance Indicators (KPI), instrumentos fundamentais para garantir eficiência, eficácia e transparência na gestão dos recursos hídricos. “O que não se pode medir, não se pode melhorar”, sublinhou, citando Peter Drucker.
Durante a sua intervenção, Hugo Pacheco referiu que os indicadores permitem às entidades avaliar o cumprimento dos seus objetivos, a sustentabilidade dos serviços e a qualidade do atendimento. Além disso, facilitam uma gestão mais informada e ágil, reforçam o controlo dos decisores e possibilitam justificar, junto dos cidadãos, os investimentos realizados.
O orador explicou ainda que os KPI podem ser internos, usados pelas entidades para autoavaliação, ou externos, permitindo comparações entre diferentes operadores através de processos de benchmarking. “Com dados concretos, conseguimos identificar fragilidades nos sistemas e estabelecer uma gestão orientada para objetivos”, afirmou.
Hugo Pacheco destacou também o papel dos indicadores na confiança dos organismos financeiros e na captação de investimentos, frisando que mercados regulados tendem a ser mais atrativos para investidores internacionais.
A intervenção encerrou com uma nota sobre a importância de cruzar dados internos das entidades com informações externas, provenientes de organismos oficiais como o Serviço Regional de Estatística ou o Instituto Nacional de Estatística, para uma avaliação completa da qualidade dos serviços.