Um jornalista da Al Jazeera foi hoje morto num ataque israelita na Faixa de Gaza, onde o exército prossegue as operações terrestres cercando um bairro de Rafah, num conflito em que já foram mortos mais de 206 jornalistas.
Hossam Shabat trabalhava para a Al Jazeera Mubasher, o serviço de transmissão em direto em língua árabe, informou o canal do Qatar.
De acordo com as imagens da agência francesa France Press, o carro, que ostentava o selo da TV e o logótipo do canal, foi atingido na parte de trás e o corpo do jornalista foi encontrado caído no chão nas proximidades.
De acordo com o Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), Israel acusou Hossam Shabat de ser membro do Hamas, o que ele negou firmemente.
A Defesa Civil, uma organização controlada pelo Hamas, informou também que um empregado da estação de televisão Jihad Islâmica Palestina Hoje, Mohamed Mansour, tinha sido morto num outro ataque em Khan Younès (sul).
O Sindicato dos Jornalistas Palestinianos denunciou “um novo massacre contra jornalistas”.
No dia 15 de março, quatro jornalistas foram mortos num ataque israelita em Beit Lahia, onde trabalhavam nesse dia para uma organização de caridade.
Pelo menos 206 jornalistas e trabalhadores da comunicação social foram mortos desde o início da guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque sangrento do Hamas a Israel a 7 de outubro de 2023, segundo o sindicato.
Num outro cenário de guerra, mais um jornalista morto em serviço. O jornal russo Izvestia revelou hoje que um repórter seu que cobria o conflito na Ucrânia foi morto na região de Kharkiv (nordeste).
“Alexander Fedortchak, correspondente do Izvestia, foi morto na zona da operação militar especial”, declarou o jornal, utilizando o termo oficial russo para a invasão russa na Ucrânia, desencadeada há três anos.
O jornalista estava a trabalhar nos arredores de Kupiansk, na região ucraniana de Kharkiv, acrescentou o Izvestia.
Segundo ONG especializadas, no total cerca de 15 jornalistas perderam a vida no exercício das suas funções desde o início deste conflito.